terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Lectio Divina - 12/02/13


TERÇA-FEIRA -12/02/2013


PRIMEIRA LEITURA: Gênesis 1,20-2,4


• A riqueza de nosso texto não nos deixará oportunidade de comentar todos seus elementos em uma pequena reflexão. Por isso, só centraremos nossa atenção em um dos elementos da criação do homem. Temos lido que “Deus criou o homem a sua imagem e semelhança; homem e mulher (no texto original se lê: Varão e Varoa). Com isto o autor sagrado nos faz ver a igualdade que existe entre os dois sexos”. Um não é mais importante que o outro. Entretanto, é claro que não são iguais: Um é o varão e outro é a varoa. Com isso nos indica que a diferença entre eles não está somente nas diferenças sexuais, mas sim, nas funções. Isto é muito importante hoje em dia onde, com o impulso de alguns movimentos, se tem criado uma verdadeira inconformidade com as funções estabelecidas para os diferentes sexos, com uma série de implicações sociais e morais que ameaçam gravemente a estabilidade social. É triste que algumas mulheres pensam que é menos digno o educar uma família e dedicar todo seu tempo, seus talentos, e seu esforço com isso, que o alcançar uma posição importante em uma empresa. Não permitamos que as tendências de nosso mundo moderno continuem desintegrando nossos lares. Deus nos criou iguais, e ao mesmo tempo diferentes. Aceitemos e amemos estas diferenças, pois, são brindes de Deus. 




ORAÇÃO INICIAL 

• Protege Senhor, com amor minha família, defenda-a sempre, já que só em ti foi colocada sua esperança. Por nosso Senhor...




REFLEXÃO

Marcos 7,1-13


• O Evangelho de hoje fala dos costumes religiosos daquele tempo e dos fariseus que ensinavam estes costumes as pessoas. Por exemplo, come sem lavar as mãos, ou, como eles diziam, comer com as mãos impuras. Muitos destes costumes estavam desligados da vida e haviam perdido seu sentido. Todavia, conservavam-se ou por medo ou por superstição. O Evangelho nos trás algumas instruções de Jesus a respeito destes costumes.
• Marcos 7,1-2: Controle dos fariseus e liberdade dos discípulos. Os fariseus e alguns escribas, vindos de Jerusalém, observavam como os discípulos de Jesus comiam com mãos impuras. Aqui existem três pontos que merecem ser assinalados: (a)-Os escribas eram de Jerusalém, da capital! Significa que haviam vindo para observar e controlar os passos de Jesus. (b)-Os discípulos não lavavam as mãos para comer! Significa que a convivência com Jesus os valorizou para transgredir as normas que a tradição impunha as pessoas, porém, estas normas haviam perdido seu sentido para a vida. (c)-O costume de lavar as mãos, que existe até hoje, e, continua sendo uma norma importante de higiene, tinha para eles um significado religioso que servia para controlar e discriminar as pessoas.
• Marcos 7,3-4: A Tradição dos Antigos. “A Tradição dos Antigos” transmitia as normas que deviam ser observadas pelas pessoas para conseguir a pureza exigida pela lei. A observância da pureza era um assunto muito sério para as pessoas daquele tempo. Eles pensavam que uma pessoa impura não podia receber a benção prometida por Deus a Abraão. As normas de pureza eram ensinadas para abrir o caminho até Deus, fonte de paz. Na realidade, no entanto, em vez de ser uma fonte de paz, as normas era uma prisão, um cativeiro. Para os pobres, era praticamente impossível observar muitas normas, os costumes e as leis. Por isto, eles eram desprezados como pessoas ignorantes e malditos que não conheciam a lei (Jo 7,49).
• Marcos 7,5: Escribas e fariseus criticam o comportamento dos discípulos de Jesus. Os escribas e fariseus perguntam a Jesus: “Por que é que teus discípulos não vivem conforme a tradição dos antepassados, mas sim, comem com mãos impuras?”. Eles fingem que estão interessados em conhecer o “porque” do comportamento dos discípulos. Na realidade, criticam Jesus porque permite que os discípulos não cumpram com as normas de pureza. Os fariseus formavam uma espécie de irmandade, cuja principal preocupação era a de observar todas as leis de pureza. Os escribas eram os responsáveis pela doutrina. Ensinavam as leis relativas à observância de pureza.
• Marcos 7,6-13: Jesus critica a incoerência dos fariseus. Jesus responde citando Isaias: Este povo me honra só com os lábios, porém seu coração continua longe de mim (cf. Is 29,13). Insistindo nas normas de pureza, os fariseus esvaziavam o conteúdo dos mandamentos da lei de Deus. Jesus cita um exemplo concreto. Eles diziam: a pessoa que oferece ao templo seus bens, não pode usá-los para ajudar os pais necessitados. Assim, em nome da tradição esvaziava de conteúdo o quarto mandamento que manda “amar pai e mãe”. Estas pessoas pareciam muito observantes, porém, só eram por fora. Por dentro, seu coração ficava longe de Deus! Como diz o canto: “Seu nome é Senhor e passa fome, e clama pela boca do faminto, e muitos que o vêm passam longe, às vezes, para chegar primeiro ao Templo!”. No tempo de Jesus, as pessoas, em sua sabedoria, não concordavam com tudo o que se ensinava. Esperavam que um dia o messias viesse indicar outro caminho para alcançar a pureza. Em Jesus se realiza esta esperança.




PARA REFLEXÃO PESSOAL

Conhece algum costume religioso de hoje que já não tem muito sentido, porém, continua sendo ensinado?
• Os fariseus eram judeus praticantes, porém, sua fé ativa era desligada da vida das pessoas. Por isso, Jesus os criticou. E hoje, Jesus nos criticaria? Em quê?




ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 8,2.4-5)
• Hoje observarei como me comporto com o gênero oposto ao meu e procurarei como nossas diferenças podem ser de ajuda.








segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Lectio Divina - 11/02/13


SEGUNDA-FEIRA -11/02/2013

PRIMEIRA LEITURA: Gênesis 1,1-19


• Um dos grandes problemas que a Igreja tem afrontado é a relação que existe entre fé e ciência ou fé e razão. Antigamente pensava-se que a Sagrada Escritura continha inclusive a verdade sobre a ciência, crença que se manteve até faz alguns poucos séculos. Baseados na Escritura, assim os homens da ciência pensavam que a Terra era o centro do universo e que o sol e a lua gravitavam ao redor dela. Hoje sabemos que não é assim e é por isso que hoje a Igreja reconhece que a ciência tem seu próprio caminho, o mesmo que a ciência bíblica e em geral a fé. É que a Bíblia nos fala de um projeto de criação e salvação de Deus, para o qual tem usado as figuras e elementos que têm a mão dos escritores quando escrevem sobre este projeto de Deus. Esta passagem concretamente não busca dar-nos dados concretos de como se realizou a criação do universo, mas sim, simplesmente fazer-nos conscientes de que tudo é obra de Deus, que Ele, por meios e tempos que melhor lhe pareceram, criou e deu forma a tudo quanto existe. É o convite a crer no Deus onipotente e excelso a cuja voz tudo tomou forma e figura. Fé e Razão, Fé e Ciência, não se opõem, ambas provêm da sabedoria e do amor infinito de Deus. 




ORAÇÃO INICIAL 

• Protege Senhor, com amor minha família, defenda-a sempre, já que só em ti foi colocada sua esperança. Por nosso Senhor...



REFLEXÃO

Marcos 6,53-56

O texto do evangelho de hoje é parte final do conjunto mais amplo de Marcos 6,45-56 que compreende três assuntos diferentes: (a)-Jesus sobre sozinho à montanha para rezar (Mc 6,45-46). (b)-Em seguida, ao caminhar sobre as águas, vai ao encontro dos discípulos que lutam contra as ondas do mar (Mc 6,47-52). (c)- Agora, no evangelho de hoje, já estando em terra as pessoas procuram Jesus para que cure suas enfermidades (Mc 6,53-56).
• Marcos 6,53-56. As pessoas buscam. Terminada a travessia, chegaram à terra de Genesaré e atracaram. Apenas desembarcaram, e as pessoas o reconheceram e em seguida, toda aquela região começou a trazer enfermos em camas para onde ouviam que Jesus estava. E em qualquer lugar que entrava nas cidades ou aldeias, as pessoas colocavam seus enfermos nas praças e lhe pediam que lhe tocassem a orla de seu manto; e todos os que o tocavam ficavam curados. As pessoas que procuravam Jesus eram numerosas. Vinham de todos os lados, carregando os enfermos. O que chama a atenção é o entusiasmo das pessoas que reconhecem Jesus e começam a segui-lo. O que impulsiona esta busca não é somente o desejo de encontrar ou de estar com Ele, mas sim, o desejo de que Ele cure suas enfermidades. Onde quer que estivesse, em povoados, cidades ou aldeias, colocavam os enfermos nas praças e pediam que tocassem as orlas de seu manto, e quando o tocavam ficavam curados. O evangelho de Mateus comenta e ilumina este fato citando a figura do Servo de Yahvé, do qual disse Isaias: “Carregou sobre si todas as nossas enfermidades” (Is 53,4 e Mt 8,16-17).
• Ensinar e curar, curar e ensinar. Desde o começo de sua atividade apostólica, Jesus anda por todos os povoados da Galiléia para falar as pessoas sobre o Reino de Deus que está para chegar (Mt 1,14-15). Ali onde não encontra pessoas para ouvi-lo, fala e transmite a Boa Nova de Deus, acolhe e cura os enfermos, em qualquer lugar: nas sinagogas durante a celebração da Palavra aos sábados (Mc 1,21;3,1;6,2); em reuniões informais nas casas de amigos (Mc 2,1.15;7,17;9,28;10,10); andando pelo caminho com os discípulos (Mc 2,23); ao longo do mar na praia, sentado em um barco (Mc 4,1); no deserto onde se refugia e onde as pessoas o buscam (Mc 1,45;6,32-34); na montanha, onde proclama as bem-aventuranças (Mc 5,1), nas praças das aldeias e cidades, onde as pessoas carregam os enfermos (Mc 6,55-56); no Templo de Jerusalém, na ocasião das romarias, diariamente, sem medo (Mc 14,49). Curar e ensinar, ensinar e curar era o que Jesus mais fazia (2,13;4,1-2;6,34). Era o que sempre fazia (Mc 10,1). As pessoas ficavam admiradas (Mc 12,37; 1,22,27;11,18) e o procuravam.
• Na raiz desse grande entusiasmo que as pessoas estavam, por um lado, Jesus, que chamava e atraia, e, por outro, o abandono das pessoas que eram como ovelhas sem pastor (cf. Mc 6,34). Em Jesus, tudo era revelação daquilo que o animava por dentro! E não somente falava sobre Deus, mas ainda, o revelava. Comunicava algo daquilo que Ele mesmo vivia e experimentava. Não só anunciava a Boa Nova do Reino. Ele próprio era uma prova, uma testemunha viva do Reino. Nele aparece aquilo que acontece quando um ser humano deixa que Deus reine em sua vida. O que vale não são só suas palavras, mas, todo o testemunho, o gesto concreto. Esta é a Boa Nova do Reino que atrai!




PARA REFLEXÃO PESSOAL

O entusiasmo das pessoas na busca de Jesus, na busca de um sentido para a vida e uma solução para seus males. Onde existe isso hoje? Existe em você, ou nas pessoas?
• O que chama a atenção é a atitude carinhosa de Jesus para os pobres e os abandonados. E eu, como me comporto com as pessoas excluídas da sociedade?




ORAÇÃO FINAL 

(SALMO 104, 24.35)
• Hoje me deterei alguns minutos diante de alguma obra tua (o céu, a chuva, as nuvens, as montanhas, as árvores, etc.) e te darei graças, comprometendo-me a cuidar do meio ambiente, porque tudo é teu.